Solskjaer, o treinador que aprendeu tudo com o Football Manager

Para Ole Gunnar Solskjaer a fronteira entre a realidade e a ficção é extremamente fina. Talvez por isso o antigo internacional norueguês não tenha problemas em assumir publicamente que o seu espantoso sucesso como treinador se deve, entre outras coisas, à sua quase obsessão pelo popular videojogo de estratégia Football Manager.

O poder real da ficção

A 26 de Maio de 1999 Solskjaer acordou num mundo real e adormeceu numa realidade paralela, quase imaginária. Quando despertou na manhã seguinte não conseguia distinguir entre o real e o ficcional. Aquele golo, no derradeiro suspiro do jogo, tinha acontecido realmente? Teria ele, o quarto avançado do Manchester United, sido o responsável pela mais espantosa e memorável reviravolta na história do futebol europeu? Poderia realmente a realidade ser um mundo paralelo?

Seguramente que essas questões se passearam pela cabeça de um internacional norueguês transformado, da noite para o dia, no protagonista principal da mais memorável das gestas. E no entanto ao “Baby Face Killer”, essa realidade não lhe era estranha. Tantas e tantas vezes golos de última hora o tinham salvo de perder, de despedir-se de títulos e de ser despedido. Sim, despedido. Mas num mundo paralelo, um mundo só possível nos videojogos. Até à noite de Barcelona.

Mentalidade de treinador

Solskjaer pertence a uma geração de futebolistas que cresceu com o “boom” dos jogos de estratégia dedicados ao futebol na década de noventa. É um dos mais reconhecidos seguidores célebres da saga Championship Manager, hoje transformada no império Football Manager.

O norueguês, recrutado desde tenra idade para o Manchester United, passava horas nas concentrações a tentar emular o seu técnico, Alex Ferguson, orientando os Red Devils durante largas temporadas. Nessas aventuras virtuais, muitas vezes se imaginou a ganhar um troféu europeu no derradeiro suspiro. O que talvez não pensasse foi que isso se tornasse realidade. Quando anos depois, Ole Gunnar abandonou finalmente os relvados, tinha perfeitamente assumido que queria seguir uma carreira de treinador. Mais de dez anos no mundo virtual tinham-lhe dado vontade de sentar-se nos bancos.

A sério. E depois de um longo e fructifero estágio nas camadas jovens do clube que o celebrizou, Solskjaer voltou a casa, ao seu Molde, para disputar a hegemonia nacional ao Rosenborg. Com uma preciosa ajuda.

As lições do Football Manager

Em 2011 o Molde sagrou-se campeão nacional pela primeira vez nos seus mais de cem anos de história. Um ano depois, repetiu o feito com uma autoridade asfixiante que permitiram ao norueguês colocar-se inesperadamente na lista dos possíveis sucessores de Alex Ferguson em Old Trafford. De todos os antigos jogadores que passaram pelas mãos do escocês, Solskjaer já é o mais bem sucedido. Pelo menos localmente.

Se o contacto directo com um dos mais bem sucedidos treinadores da história ajudou a cimentar o conhecimento do jogo ao norueguês, Solskjaer não tem problemas em admitir publicamente que a maioria das suas decisões técnicas e tácticas advêm da sua experiência como treinador virtual. O atual técnico do Molde reconhece que procura sempre no jogo testar modelos, esquemas tácticos que depois coloca em prática nos treinos. Também utiliza a plataforma virtual para estudar os rivais e descobrir jogadores, principalmente no mercado escandinavo. De tal forma que o próprio treinador recomenda aos seus jogadores que procurem desfrutar do seu tempo livre em concentrações jogando e aprofundando os seus conhecimentos sobre os rivais em lugar de ver filmes. Talvez no futuro, um dos seus jogadores consiga reproduzir o seu inesperado sucesso como treinador com base a horas e horas de viagens entre a realidade e a ficção.Para Ole Gunnar Solskjaer a fronteira entre a realidade e a ficção é extremamente fina. Talvez por isso o antigo internacional norueguês não tenha problemas em assumir publicamente que o seu espantoso sucesso como treinador se deve, entre outras coisas, à sua quase obsessão pelo popular videojogo de estratégia Football Manager.

O poder real da ficção

A 26 de Maio de 1999 Solskjaer acordou num mundo real e adormeceu numa realidade paralela, quase imaginária. Quando despertou na manhã seguinte não conseguia distinguir entre o real e o ficcional. Aquele golo, no derradeiro suspiro do jogo, tinha acontecido realmente? Teria ele, o quarto avançado do Manchester United, sido o responsável pela mais espantosa e memorável reviravolta na história do futebol europeu? Poderia realmente a realidade ser um mundo paralelo?

Seguramente que essas questões se passearam pela cabeça de um internacional norueguês transformado, da noite para o dia, no protagonista principal da mais memorável das gestas. E no entanto ao “Baby Face Killer”, essa realidade não lhe era estranha. Tantas e tantas vezes golos de última hora o tinham salvo de perder, de despedir-se de títulos e de ser despedido. Sim, despedido. Mas num mundo paralelo, um mundo só possível nos videojogos. Até à noite de Barcelona.

Mentalidade de treinador

Solskjaer pertence a uma geração de futebolistas que cresceu com o “boom” dos jogos de estratégia dedicados ao futebol na década de noventa. É um dos mais reconhecidos seguidores célebres da saga Championship Manager, hoje transformada no império Football Manager.

O norueguês, recrutado desde tenra idade para o Manchester United, passava horas nas concentrações a tentar emular o seu técnico, Alex Ferguson, orientando os Red Devils durante largas temporadas. Nessas aventuras virtuais, muitas vezes se imaginou a ganhar um troféu europeu no derradeiro suspiro. O que talvez não pensasse foi que isso se tornasse realidade. Quando anos depois, Ole Gunnar abandonou finalmente os relvados, tinha perfeitamente assumido que queria seguir uma carreira de treinador. Mais de dez anos no mundo virtual tinham-lhe dado vontade de sentar-se nos bancos.

A sério. E depois de um longo e fructifero estágio nas camadas jovens do clube que o celebrizou, Solskjaer voltou a casa, ao seu Molde, para disputar a hegemonia nacional ao Rosenborg. Com uma preciosa ajuda.

As lições do Football Manager

Em 2011 o Molde sagrou-se campeão nacional pela primeira vez nos seus mais de cem anos de história. Um ano depois, repetiu o feito com uma autoridade asfixiante que permitiram ao norueguês colocar-se inesperadamente na lista dos possíveis sucessores de Alex Ferguson em Old Trafford. De todos os antigos jogadores que passaram pelas mãos do escocês, Solskjaer já é o mais bem sucedido. Pelo menos localmente.

Se o contacto directo com um dos mais bem sucedidos treinadores da história ajudou a cimentar o conhecimento do jogo ao norueguês, Solskjaer não tem problemas em admitir publicamente que a maioria das suas decisões técnicas e tácticas advêm da sua experiência como treinador virtual. O atual técnico do Molde reconhece que procura sempre no jogo testar modelos, esquemas tácticos que depois coloca em prática nos treinos. Também utiliza a plataforma virtual para estudar os rivais e descobrir jogadores, principalmente no mercado escandinavo. De tal forma que o próprio treinador recomenda aos seus jogadores que procurem desfrutar do seu tempo livre em concentrações jogando e aprofundando os seus conhecimentos sobre os rivais em lugar de ver filmes. Talvez no futuro, um dos seus jogadores consiga reproduzir o seu inesperado sucesso como treinador com base a horas e horas de viagens entre a realidade e a ficção.

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