Jonas Eriksson, o árbitro milionário da FIFA

O futebol move milhões. Em muitos jogos, os jogadores que se movem em campo valem autênticas fortunas. Mas quando Jonas Eriksson está em campo a probabilidade de ele ser o homem mais rico no relvado é bastante grande. O sueco é o árbitro milionário da FIFA.

As duas paixões

Árbitro aos vinte anos. Milionário aos 33.

Em duas frases podia-se resumir a vida de Jonas Eriksson, o homem do apito mais rico do circuito profissional. Uma riqueza acumulada fora dos relvados, claro está. Até porque a sua fama como milionário supera em popularidade a sua carreira de negro. O homem que arbitrou a última edição da Supertaça europeia tem atrás de si um escasso curriculum na elite arbitral, à qual só pertence há três temporadas.

Eriksson foi aceite pelo grupo de elite da UEFA em 2010 depois de ser um árbitro internacional a partir de 2002. Nessa altura o sueco compaginava o seu trabalho como jornalista e directivo de uma agência de comunicação com a arbitragem. Eram as suas duas grandes paixões. Aos vinte anos inscreveu-se como árbitro na federação sueca ao mesmo tempo que se formava com uma nota excepcional na faculdade de comunicação social de Estocolmo. Durante seis anos arbitrou fora do circuito profissional, período em que ajudou a fundar uma agência de comunicação com mais dois colegas de curso, a IEC.

A origem da fortuna

Em 2000 estreou-se definitivamente na liga profissional sueca, a Allsvensksen, e foi seleccionado pela FIFA para poder arbitrar encontros internacionais. Estreou-se quatro épocas depois na Taça UEFA mas a progressão foi mais lenta que a de outros compatriotas, como o polémico Andreas Frisk. Foi então, em 2007, que a sua vida mudou por completo.

O trio fundador da IEC recebeu uma oferta milionária para vender a empresa a uma multinacional sueca. A oferta foi aceite e Eriksson, detentor de 15% das ações da companhia, viu-se da noite para o dia com 6 milhões de euros na sua conta bancária. A partir desse momento o hobby que era a arbitragem tornou-se na sua única real ocupação. E a sua carreira acusou o toque e entrou em velocidade de cruzeiro, recuperando os anos perdidos.

Os números do árbitro milionário
Eriksson é árbitro profissional desde 2000, depois de seis anos a apitar as ligas amadoras do futebol sueco. Desde essa data já arbitrou 245 jogos no campeonato sueco e 79 encontros como árbitro internacional. Nesses jogos como árbitro FIFA assinalou:

– 11 grandes penalidades

– 14 expulsões de forma directa

– 281 cartões amarelos

Está considerado como um dos árbitros mais permissivos e dialogantes do grupo de trinta homens que completam a lista de elite da UEFA. É também um dos 54 pré-seleccionados para viajar ao Mundial do Brasil.

Em 2008 estreou-se como árbitro na Champions League e no ano seguinte apitou o seu primeiro encontro oficial de seleções na campanha de apuramento para o Euro 2012, competição para a qual foi elegido, pertencendo já ao grupo de elite da UEFA. As suas exibições valeram-lhe aplausos e a nomeação para o encontro da Supertaça europeia entre Bayern Munchen e Chelsea, em Praga, no passado mês de Agosto.

Com os olhos no Brasil

Ao contrário da maioria dos milionários do futebol, Eriksson é uma personalidade que prima pela descrição. Continua a viver na mesma zona de Estocolmo em que habitava quando ainda dividia os seus dias entre a agência e o apito e apesar de entrar regularmente nas listas dos homens mais ricos do país, é um desconhecido para a maioria dos suecos que não seguem a liga de futebol.

O seu sonho profissional pode estar perto de concretizar-se. Com o Mundial do Brasil na esquina o seu é um dos nomes que mais soa para representar o grupo da UEFA na competição. Caso contrário, Eriksson seguramente não terá problemas financeiros para seguir in loco o torneio que vai parar o mundo do futebol em Junho.

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