Se a seleção espanhola é noticia constante pelos sucessos desportivos, a imprensa espanhola também está envolta em polemica pelas sucessivas gaffes de uma das suas jornalistas mais populares, Sara Carbonero. A companheira de Iker Casillas transformou-se num dos alvos preferenciais de criticas nas redes sociais depois de acumular gaffes atrás de gaffes nas transmissões televisivas dos jogos do torneio.

O penalty que Iniesta não marcou

Não foi a primeira vez e a maioria dos espanhóis acredita que não será a última. No final do duelo entre Portugal e Espanha, que os campeões da Europa venceram na marca das grandes penalidades, Sara Carbonero, que trabalha como reporter de campo para a empresa Mediaset – que tem os direitos exclusivos do torneio no país vizinho – entrevistou Andrés Iniesta. A meio da entrevista a jornalista pregunta ao jogador do Barcelona se não teria gostado de ter feito parte dos marcadores de penaltys dessa noite ao que Iniesta responde, algo incrédulo, que ele tinha marcado um dos golos na série. Ambos tentaram disfarçar o momento embaraçoso mudando rapidamente de assunto mas no final da transmissão, Sara Carbonero, personagem polemica como poucas, antecipou já o que se seguia e dedicou aos seus críticos mais um erro quando se despediu da transmissão em direto.

A jornalista já tinha sido alvo dos comentários dos espectadores dos jogos do Euro por diversas vezes. Não só pelos seus erros constantes em identificar jogadores mas, sobretudo, pelos seus comentários habituais, imprecisos e na maioria das vezes absolutamente inconsequentes para a transmissão. Nas mais populares redes sociais, Facebook e Twitter, conquistou uma legião de fãs critica com os seus “gaffes”. Na rede Twitter o hashtag #carbonerofacts, uma coleção de anedotas que englobam alguns dos seus erros mais graves, tornou-se trending topic mundial em todos os dias que a jornalista esteve em direto a seguir os jogos da seleção espanhola. De tal forma que no artigo que assina diariamente no diário Marca, chegou mesmo a comparar os seus críticos com os inquisidores de mulheres da Idade Média.

As vantagens de ser a senhora Casillas

Carbonero saltou para a fama com a sua relação com Iker Casillas. Mas o seu passado é bem mais complexo.

Antes de terminar o curso de Jornalismo na Universidade Complutense de Madrid, a então estudante de jornalismo conheceu David Sanchez, um dos mais populares membros da popular Rádio Marca, estação radiofónica do jornal mais lido no país. Pouco depois de fazer pública a relação, e ainda antes de terminar a licenciatura, começou a colaborar com o jornal de forma pontual, fazendo-se notar de imediato num meio ainda iminentemente masculino. Um ano depois assinou contrato com o canal Sexta e tornou-se numa das jornalistas da secção desportiva, detentora da transmissão em sinal aberto dos jogos da Liga espanhola. Foi aí onde trabalhou durante dois anos e onde conheceu Casillas, com quem começou uma relação que atingiu o nível máximo de popularidade quando o guarda-redes da seleção a beijou em direto depois da conquista do Mundial da África do Sul.

Por essa altura já Carbonero tinha sido contratada pela Mediaset – empresa filial de Silvio Berlusconi em Espanha – que pretendia aplicar no país vizinho o mesmo modelo que segue em Itália. A sua popularidade transformou-a num ícone mediático no país vizinho, presença constante nas capas de revistas e programas televisivos mas também alvo das mais severas criticas. A coleção dos seus erros em direto é extensa e já lhe valeu sérios problemas com alguns companheiros de profissão que se queixam, abertamente, de que recebe trato preferencial na imprensa pelo aspecto físico e pela relação que tem com o capitão da equipa nacional e do Real Madrid.

Neste Europeu, no entanto, as criticas têm aumentado de tom e ultrapassaram o espaço mediático espanhol para transformar Sara Carbonero numa das personagens mais cómicas do torneio.

4.222 / Por