Em 1981 a North American Soccer League deu o primeiro passo para acabar com um dos derradeiros tabus do mundo do futebol. Betty Ellis subiu ao relvado do San Jose Earthquackes como fiscal de linha e mudou definitivamente o rosto do jogo.

Pioneira como árbitro assistente

Hoje ainda é raro encontrar mulheres em equipas de arbitragem em alta competição.

Um tabu que a FIFA permite e quem tem sido denunciado por diversas vezes por várias organizações feministas. Apesar de no Reino Unido várias mulheres terem feito parte de equipas de arbitragem em torneios amadores, a primeira mulher a subir ao terreno de jogo vestida de negro num encontro profissional era americana, professora primária e uma entusiastica “soccer mum”.

Betty Ellis tinha-se apaixonado pelo soccer quando era estudante, em Portland. Depois, com o passar dos anos, tornou-se numa das muitas “soccer mums” que ajudaram a popularizar o futebol junto do público feminino a ponto de fazer dos Estados Unidos numa potência mundial. Professora primária, começou a realizar cursos de arbitragem mas provavelmente nunca imaginou que fosse fazer parte da história. Depois de forjar o seu nome como uma das mais competentes assistentes de torneios amadores na California, foi protagonista de uma manobra que teve tanto de pioneiro como de marketing. A 10 de Maio de 1981, num encontro da fase preliminar da NASL, tinha sido já escalada como quarto árbitro num duelo entre Edmond e San José. Uma semana depois, no recinto do San José, subiu ao terreno como árbitro assistente e, a julgar pelas crónicas desportivas da época, não deu lugar a polemicas.

Dezanove anos depois, a primeira árbitro inglesa

Durante essa temporada voltou a fazer por diversas vezes parte de equipas de arbitragem mas no ano seguinte desapareceu do mapa e não voltou a ser escalada para qualquer jogo profissional. Permaneceu como assistente em torneios amadores mas o caminho estava aberto.

Em Inglaterra seriam precisos quase vinte anos para que uma mulher, Amy Fearn fosse chamada a arbitrar um jogo do Championship inglês. Um duelo entre o Coventry City e o Nottingham Forrest que terminou com o árbitro inicial, o veterano Tony Bates a ser substituido por uma lesão muscular. Fearn, que servia como quarto árbitro, cumpriu com os vinte minutos que restavam e deu um passo em frente para normalizar a relação do futebol profissional com a arbitragem feminina.

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